“Enquanto houver champagne, haverá esperança”

Um famoso jornalista brasileiro sempre falava que, enquanto houvesse champagne, sempre haveria esperança. E a gente é obrigado a concordar, não é mesmo? O que seria dos encontros das meninas sem um rosé? O que seria das inesquecíveis fotos que tiramos nos casamentos dos amigos sem antes tomarmos algumas tacinhas?

Acho que todo mundo gosta de uma boa champagne e conhecer o lugar onde elas são feitas é sempre um programa delicioso para quem vai à França.

A região de Champagne fica no nordeste do país e apenas os espumantes produzidos ali podem receber o título de verdadeira champagne. Dezenas de maisons produzem o vinho, principalmente nas cidades de Reims, Epernay e Troyes, que ficam a aproximadamente uma hora de trem de Paris. Claro que o ideal é ficar mais de um dia na região, que é linda, dormindo em um dos pequenos hoteis de charme que se espalham por ali, mas nem sempre dá tempo de encaixar no roteiro tantos dias fora, então uma ótima ideia é fazer uma day trip por ali, que dá tempo de conhecer o que há de mais importante.

Várias agências de todos os tipos fazem passeios de um dia a Reims e/ou Epernay, de ônibus, van ou carro privativo e para quem prefere ter segurança e horários fixos, sempre é uma boa opção. Para mim, que adoro ter tempo livre, o melhor mesmo é organizar tudo sozinha.

O primeiro passo é checar quais maisons que você quer visitar. Tem as mais famosas, como Veuve Clicquot, Moët e Chandon, Perrier Jouet, Ruinart, Mumm, Krug e tantas outras menores, todas abertas à visitação. Entre no site de cada uma delas e veja os dias e horários em que as caves abrem, porque isso varia muito. A visita com uma degustação ao fim dura em geral uma hora e custa cerca de 15 euros. Há visitas mais elaboadas e com a possibilidade de degustação de vinhos mais sofisticados e aí, o céu é o limite.

A maior parte das maisons exige reserva antecipada, então agende suas visitas com antecedência, ficando atento para o fato de que não dá para ver mais do que duas ou três em um dia só. É repetitivo e gera uma correria que não combina com a viagem a um lugar tão ligado à celebração e ao dolce far niente.

Dá para alugar um carro, mas para quem pretende degustar, o melhor mesmo é ir de trem. O primeiro trem da manhã sai de Paris às 8:57 (cheque o site da SNCF para montar seu roteiro), para em Reims e segue para Epernay, chegando neste destino às 10:30. Uma sugestão de um bom roteiro seria descer lá e visitar a Moët, que fica a cinco minutos a pé da gare (outras boas opções são a Mercier, mais child friendly segundo resenhas no TA, se for o caso, e a Perrier Joet), almoçar na La Cave a Champagne (um conhecido restaurante de lá que tem almoços de dois serviços por 18 euros) e pegar o trem das 12:39 ou das 13:28 para Reims, que leva pouco mais de meia hora para chegar lá. Se resolver almoçar em Reims, o Le Vigneron é bem famoso na cidade. 

Nesta cidade, visite a Catedral de Reims, uma das mais importantes catedrais góticas da França (e dizem, a mais bela de todas), onde os reis da França eram coroados. Só por isso já dá para imaginar sua relevância na história do país. Os vitrais e as mais de 2 mil imagens que adornam a igreja a tornaram patrimônio protegido pela Unesco. A visita é gratuita, mas há um tour que leva a um observatório de 81 metros de altura que é pago e acontece apenas alguns dias na semana. Se tiver tempo, visite o Palais du Tau, a Basilique de Sait Remi ou o Musée des Beaux Arts, então siga para a Veuve Clicquot (a 2 km do centro) ou para a Mumm, bem pertinho da praça central. Depois deste dia maravilhoso, basta pegar o trem das 18:19, que chega em Paris pontualmente às 19 hs.

Ah, uma dica: as lojinhas ao final das visitas oferecem todo o tipo de champagnes possíveis e imagináveis de cada maison, mas são geralmente mais caras do que nos duty frees…

– empresa de trens da França: http://www.sncf.com
– dados de todas as maisons, com links para cada uma delas: http://www.maisons-champagnes.com
– centro de turismo de Epernay: http://www.of-epernay.fr
– centro de turismo de Reims: http://www.reims-tourisme.com
– Catedral de Reims: http://www.cathedrale-reims.com

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One thought on ““Enquanto houver champagne, haverá esperança”

  1. Mar,
    Li todos os artigos e fiquei impressionada com a riqueza de informações. Sem dúvida, suas dicas serão úteis, tanto para os marinheiros de primeira viagem, quanto para os travel lovers.
    Agradeço ainda, sua menção a agência de viagem, que continua sendo uma alternativa para muitos.
    Beijos
    Fla Martinelli – Alliance Travel

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