Precisa mesmo tomar vacina de febre amarela antes de viajar?

Saiu hoje na Folha de São Paulo uma reportagem sobre a
exigência de vários países de certificado de vacinação contra febre amarela
para entrada do turista. A matéria falava sobre várias pessoas que não tinham o
certificado ou que tinham tomado a vacina menos de dez dias antes de embarcar e que, por isso, foram deportados ou proibidos de embarcar para estes países. Eu nunca prestei atenção se checaram meu certificado ou não, mas para evitar problemas, vamos lá:

A vacina é super simples, não dói nada e o máximo que pode acontecer é uma indisposição ou febre baixa nos cinco dias seguintes. Não podem
tomar a vacina:

– grávidas ou mães que estiverem amamentando

– portadores de HIV, câncer e/ou que estejam passando por quimioterapia e radioterapia

– pessoas que passaram por transplantes de órgãos

– pessoas que estão usando remédios com corticoides e
imunodepressores

– alérgicos graves a ovo ou a derivados de frango

Depois de tomar a vacina, ela vale por dez anos, então durante um bom tempo você não precisa se preocupar com ela novamente. Mas como a burocracia no Brasil é regra, tem vários ‘senões’:

a)  A vacina tem que ser tomada mais de DEZ DIAS ANTES de viajar, então se programe para não ter surpresas na hora do embarque.  Se tomar com menos tempo, você terá que ficar de ‘quarentena’ até atingir a quantidade de dias ideal.

b) A Anvisa informa que a vacina pode ser tomada em qualquer posto de saúde, em qualquer época do ano, gratuitamente. Entretanto, na vida real não é isso que acontece, então é melhor ligar antes no posto para saber se está disponível. Em Curitiba, sempre tem na Praça Ouvidor Pardinho (também conhecida como Praça do Zé Gotinha).

c)  Depois de tomar a vacina, você não está livre para viajar. Você ainda precisa trocar o certificado de vacinação fornecido no posto de saúde pelo Certificado Internacional (pois é, é beeem fácil o sistema), então você tem que ir até um lugar que tenha um posto para fazer esta troca. Em Curitiba, é no aeroporto Afonso Pena, logo ali. Mas atenção de novo: o posto do aeroporto só abre em horários específicos, então ligue antes, para não perder a viagem (experiência própria);

d)  Não esqueça de levar documentos pessoais válidos (não adianta fazer como minha avó, que levou a identidade com data de nascimento falsificada e quem passou vergonha fui eu, claro)

Finalmente com o certificado, chancelado pela Anvisa e redigido em português e inglês, junte ao passaporte e não se incomode mais por dez anos. Ah, e para os que
pensam que os países de primeiro mundo que exigem esta vacina, como Egito e
Costa Rica, fazem isso para prevenir que os turistas peguem a febre lá, não é
por isso não. É por medo que NÓS brasileiros levemos a doença para lá.

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