Dubrovnik, a pérola do Adriático

A região da Dalmácia conta com uma área de 375 km no litoral da Croácia, indo desde o golfo de Kvaerner até a baía de Kotor e fazendo fronteira com Montenegro e com a Bósnia Herzegovina. As cidades mais famosas da região são Zadar, Trogir, Split, Hvar, Korcula e Dubrovnik.

Dubrovnik é a cidade mais famosa, visitada diariamente por muitos navios de cruzeiro, que param em dois lugares: no porto ou na baía em frente à parte murada da cidade, transportando os passageiros através de pequenos barquinhos. Conhecida como pérola do Adriático por sua beleza, a cidade foi fundada por refugiados romanos por volta do ano 600, tendo sido uma das mais importantes cidades-estado na época em que ainda se chamava Ragusa e fazia parte do Império Bizantino. Após alguns anos de domínio veneziano (que deixaram influência na arquitetura e culinária da região), a cidade se tornou independente em 1358, tornando-se República de Ragusa. Até 1808, quando foi abolida por um decreto napoleônico, a cidade foi livre, tendo sido pioneira em muitas coisas, como a fundação de uma farmácia, em 1317 (a primeira da Europa), de um asilo de idosos e de um serviço médico. Após alguns anos de domínio do império austríaco e com o fim da primeira guerra, a cidade foi integrada ao Reino dos Sérvio, Croatas e Eslovenos e em 1944, com a conquista de Tito, passou a fazer parte da República Socialista da Croácia, um dos estados da Yugoslávia comunista. Á época, muitos cidadãos deixaram a cidade, sendo seus bens confiscados pelo governo.

A cidade murada vista de longe

Em 1991, a Croácia e a Eslovênia declararam sua independência e a cidade sofreu muitos bombardeios durante a guerra, assim como várias cidades vizinhas, em uma guerra sangrenta que causou muitos prejuízos também ao patrimônio cultural da cidade, pois um em cada três edifícios da cidade sofreu estragos. Assim, faz menos de duas décadas que Dubrovnik vem recebendo turismo em massa novamente e encanta todo mundo que passa por lá.

A principal beleza da cidade é seu centro histórico, chamado de Stari Grad, que é um conjunto de ruelas apenas de pedestres inteiramente murada, que só tem três saídas: o mar, o Portão Pile e o Portão Ploce. Dentro desta muralha, na qual todas as construções são feitas com a mesma pedra clara, há bares, restaurantes, lojas de souvenirs, hotéis e algumas casas de croatas, permitindo que o visitante veja até mesmo varais com roupas penduradas quando dá a volta na muralha. Aliás, este é um programa bem tradicional: há duas entradas para se dar a volta na muralha (o bilhete custa 70 kunas ou cerca de 10 euros) e as vistas lá de cima são realmente lindas, é possível ter uma outra noção da cidade do alto. A minha recomendação é que esse passeio seja feito o mais cedo possível pela manhã ou no final da tarde, pois o calor é sufocante. A caminhada dura cerca de 1 hora e meia e as muralhas ficam abertas das 9 às 19 hs no verão.

O caminho por cima da muralha

Uma das vistas que se tem do alto da muralha

A influência veneziana das construções fica clara ao ver os telhados da cidade antiga de cima

Dentro da muralha ainda há outros pontos turísticos: Fonte de Onófrio, Mosteiro Franciscano, Palácio de Sponza, Mosteiro Dominicano, Sinagoga, Museu War Photo Limited, etc., todas atrações perto da rua principal, chamada de Stradun ou Plaka, que fica cheia de turistas durante todo o dia e a noite.

Stradun, a rua principal

Durante o verão, acontece ainda o Festival de Dubrovnik, com apresentações de música, teatro e ópera, sempre apresentados dentro da muralha, em palcos especialmente montados na data. São verdadeiramente lindos, se estiver lá nesta época, não deixe de conferir.

Otelo  sendo encenado na praça principal dentro da cidade antiga

Perto dali, está também o Teleférico de Dubrovnik, que ficou fechado por mais de 20 anos e agora reabriu aos turistas. Ele chega a 450 metros acima do nível do mar e 778 metros de altura, permitindo vistas incríveis. Se puder, vá no final da tarde e veja o pôr do sol de lá, é incrível. No verão fica aberto das 9 da manhã à meia-noite e custa 80 kunas por pessoa (cerca de 11 euros)

Do alto dá para ter uma ideia bem legal do que é a cidade murada, não dá?

E o sunset, que tal?

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