Carnaval 2012 e as passagens milionárias

Qualquer pessoa que quer viajar para o exterior no Carnaval de 2012 já sabe: passagens por menos de 2 mil e poucos dólares para os Estados Unidos e para a Europa está muito difícil. Para não dizer impossível…

Não dá para fazer milagre, afinal como me disse ontem uma amiga minha que é agente de viagens, ela tem tanto passageiro querendo ir para os EUA, que só dava para encaixar todo mundo com tarifa boa se colocassem mais bancos no avião.

Então para quem está atrás de alternativas, #ficaadica (que clichê de blogueira brega, deuzolivre Marcela…): para os EUA, tente o voo da Lan que entra por São Francisco (faz escala em Lima, mas chega em SF bem cedinho no dia seguinte) e para a Europa, tente os voos da Signapore e da Air China, que entram pela Espanha (não tem voo todo dia, mas os preços são ótimos).

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Precisa mesmo tomar vacina de febre amarela antes de viajar?

Saiu hoje na Folha de São Paulo uma reportagem sobre a
exigência de vários países de certificado de vacinação contra febre amarela
para entrada do turista. A matéria falava sobre várias pessoas que não tinham o
certificado ou que tinham tomado a vacina menos de dez dias antes de embarcar e que, por isso, foram deportados ou proibidos de embarcar para estes países. Eu nunca prestei atenção se checaram meu certificado ou não, mas para evitar problemas, vamos lá:

A vacina é super simples, não dói nada e o máximo que pode acontecer é uma indisposição ou febre baixa nos cinco dias seguintes. Não podem
tomar a vacina:

– grávidas ou mães que estiverem amamentando

– portadores de HIV, câncer e/ou que estejam passando por quimioterapia e radioterapia

– pessoas que passaram por transplantes de órgãos

– pessoas que estão usando remédios com corticoides e
imunodepressores

– alérgicos graves a ovo ou a derivados de frango

Depois de tomar a vacina, ela vale por dez anos, então durante um bom tempo você não precisa se preocupar com ela novamente. Mas como a burocracia no Brasil é regra, tem vários ‘senões’:

a)  A vacina tem que ser tomada mais de DEZ DIAS ANTES de viajar, então se programe para não ter surpresas na hora do embarque.  Se tomar com menos tempo, você terá que ficar de ‘quarentena’ até atingir a quantidade de dias ideal.

b) A Anvisa informa que a vacina pode ser tomada em qualquer posto de saúde, em qualquer época do ano, gratuitamente. Entretanto, na vida real não é isso que acontece, então é melhor ligar antes no posto para saber se está disponível. Em Curitiba, sempre tem na Praça Ouvidor Pardinho (também conhecida como Praça do Zé Gotinha).

c)  Depois de tomar a vacina, você não está livre para viajar. Você ainda precisa trocar o certificado de vacinação fornecido no posto de saúde pelo Certificado Internacional (pois é, é beeem fácil o sistema), então você tem que ir até um lugar que tenha um posto para fazer esta troca. Em Curitiba, é no aeroporto Afonso Pena, logo ali. Mas atenção de novo: o posto do aeroporto só abre em horários específicos, então ligue antes, para não perder a viagem (experiência própria);

d)  Não esqueça de levar documentos pessoais válidos (não adianta fazer como minha avó, que levou a identidade com data de nascimento falsificada e quem passou vergonha fui eu, claro)

Finalmente com o certificado, chancelado pela Anvisa e redigido em português e inglês, junte ao passaporte e não se incomode mais por dez anos. Ah, e para os que
pensam que os países de primeiro mundo que exigem esta vacina, como Egito e
Costa Rica, fazem isso para prevenir que os turistas peguem a febre lá, não é
por isso não. É por medo que NÓS brasileiros levemos a doença para lá.

Marché aux Puces

Eu já tinha ouvido falar muito do Marché aux Puces de St. Ouen de Paris e  como adoro antiguidades, achei que valia a pena ir até lá para conhecer o tão famoso mercado.

Quando comecei a pesquisar, descobri que não é um mercado só, mas sim, diversos mercados em uma mesma região, formando um labirinto de lojas e barraquinhas, que vendem de prataria a roupas usadas, passando por móveis sofisticados, objetos e livros raros e bolsas Birkin que parece que acabaram de sair da caixa.

Para chegar lá, tem que pegar a linha 4 do metrô, no sentido Porte de Clignancourt e descer na estação de mesmo nome. Ande umas três quadras para o sentido norte (você vai passar por uma praça com uma feira de quinquilharias e falsificações – passe longe dela!), passe embaixo do trilho do trem e entre na rue des Rosiers à esquerda, onde está a maior parte das coisas interessantes.

São muitos mercados: o Biron é especializado em mobiliário Art Nouveau e estilo Napoleão, o Dauphine tem objetos clássicos no térreo e mais modernos nos andares superiores, o mercado Rosiers é especializado em design, o enorme Paul Bert tem de tudo um pouco, o Malik tem roupas usadas e os dois que mais gostei: o Vernaison, que tem objetos para a casa, pratarias e antiguidades em geral e o Serpette, onde estão os antiquários mais caros e exclusivos.

O mercado só abre aos sábados (das 9 as 18), domingos (das 10 às 18) e segundas (das 11 às 17). Vale a pena ir de manhã, quando é mais vazio, e andar por vários deles, pechinchando e aproveitando o dia. Há vários restaurantes na região, para quem quiser almoçar por ali mesmo.

Ah, e para quem tem interesse, as bolsas Hermès ainda com cheiro de novas estão na loja Le Monde du Voyage, no Marché Serpette, stand 15, allée 3. Ele também tem uma infinidade de gravatas e lenços da marca, além de algumas malas de viagem Louis Vuitton e Goyard. Não deixe de conversar com o dono da loja, um senhor muito simpático que sabe detalhes incríveis sobre a história da tradicional casa francesa e das bolsas-desejo e vai te mostrar até mesmo como distinguir uma Birkin verdadeira de uma réplica.

Arte contemporânea em Londres

Das dezenas de museus que existem em Londres, a Tate Modern, na minha opinião, é um dos melhores. Não é muito grande, o que permite uma visita rápida e pontual e tem uma coleção de arte contemporânea incrível, organizada por movimentos artísticos (e não necessariamente por ordem cronológica), trazendo na entrada de cada sala uma explicação muito interessante sobre cada movimento e sobre as influências do período sobre os artistas.

As obras vão de Picasso a Dalí, de Warhol a Matisse, de Kandinsky a Ai Weiwei, contemplando algumas das mais importantes peças de arte moderna de 1900 até os dias de hoje. Uma verdadeira aula para quem gosta de arte e um passeio muito legal até para quem não entende do assunto, pois uma rápida visita vai permitir que se conheça alguma coisa sobre alguns dos nomes mais famosos dos séculos 20 e 21.

Nude, Green leaves and Bust (also known as Bust Nude with Sculptor's Turntable), uma das telas mais bonitas que já vi do Picasso, pintada em 1932

Assim como os outros grandes museus da cidade, a Tate Modern é gratuita (exceto para mostras especiais, como a de Miró, que acabou de acontecer e as do polêmico Damian Hirst e de Edvard Munch, ambas marcadas para o ano que vem) e abre de domingo a quinta das 10 às 18 e às sextas e sábados, das 10 às 22. O endereço é: Bankside. London SE1 9TG , fone: 020 7887 8888.

Ah, e para quem gosta, a lojinha do museu tem vários livros de arte e design, além de objetos assinados e instalações. Algumas das coisas que estão à venda lá:

Reprodução da famosa escultura Love, de Robert Indiana

Bolsa com ilustração de Louise Bourgeois

Vinte anos de Louboutin

Está para nascer a mulher que não ame sapatos. Principalmente se eles tiverem a sola vermelha e a assinatura de Christian Louboutin, sapateiro francês que cria peças únicas, pelas quais muita mulher largaria a família.

Vendidos a preço de ouro em diversos países (inclusive no Brasil, onde custam mais do que o dobro do que na Europa e, mesmo assim, há absurdas filas de espera pelos modelos mais disputados), as criações de Louboutin podem ser vistas hoje nos pés de celebridades, atrizes, modelos e jet-setters em todo o mundo.

Para comemorar os 20 anos de sucesso do estilista, o Design Museum de Londres preparou uma retrospectiva incrível com as peças mais icônicas de Louboutin. A mostra, que estreará em março de 2012, deve trazer além dos sapatos e acessórios, alguns croquis, inapirações e detalhes do seu processo de produção. Imperdível para as fãs das belas solas vermelhas!

* No Brasil, os sapatos de Louboutin podem ser encontratos no Shopping Iguatemi, em São Paulo ou em Brasília. Na França natal do estilista, a loja principal fica na 68 rue du Faubourg Saint Honoré, perto do Palais de l’ Elysèe, em Paris. Não estranhe se passar em frente e encontrar uma fila de mulheres em frente à porta fechada da loja: para manter a qualidade de atendimento, eles só recebem poucas clientes por vez, então a fila é diária e constante, proporcional ao sucesso dos sapatos do mestre.

Sol na Europa nesta época do ano? Só no sul da Espanha

Uma das regiões mais interessantes da Espanha é o sul, também conhecida como Costa do Sol, pela quantidade de horas ensolaradas por ano e pela temperatura sempre agradável. Mesmo já tendo acabado o verão europeu, nesta época do ano ainda dá para curtir esta parte linda do país.

Como são muitas as cidades na região e tem muita coisa bacana para ver, minha dica é escolher uma cidade como ‘base’ e fazer viagens tipo bate-e-volta para os lugares mais legais. A maior parte das cidades pode ser conhecida em um dia só e as distâncias não são muito grandes, então escolhendo um lugar só para dormir, você evita ficar fazendo check-in e check-out nos hotéis, arrumando e dessarumando malas, etc.

Nossa escolha como cidade principal foi Marbella e nosso hotel lá era a grande extravagância da viagem: o Villa Padierna. Da sofisticada rede Ritz-Carlton, fica em um clube de golfe e tem toda a estrutura que um hotel deste porte exige: quartos grandes, cama super confortável, banheiros enormes – com amenities maravilhosas,  serviço impecável, café da manhã idem, servido na varanda com vista linda e uma piscina incrível.

O restaurante do hotel, que tem mesas em uma área externa muito bonita, tem consultoria de um chef estrelado e serve comida espanhola contemporânea muito boa.

O café da manhã, servido na sacada

A piscina com o hotel ao fundo

Uma vista noturna da área externa

Nós vínhamos de carro de Sevilla e aproveitamos para fazer várias viagens durante os dias em que estivemos lá, então além da própria Marbella -que tem um centrinho super agradável, onde só andam pedestres, cheio de cafés e lojinhas e quilômetros de praia- conseguimos visitar vários lugares diferentes na região. Quero fazer um post de cada um deles em separado depois.
De noite, a pedida é ir para Puerto Banús, a marina da região, onde iates milionários (como a humilde embarcação do rei da Arábia Saudita) dividem espaço com lojas sofisticadas, tipo Dior e Louis Vuitton, restaurantes e muitos bares, sempre lotados de turistas, principalmente ingleses e nórdicos. Depois do jantar, você certamente vai encontrar um lugar legal para tomar mais uma sangria e se quiser emendar, há muitas opções, com os melhores DJs do mundo na alta temporada.
Costa do Sol:
Como chegar? Há aeroportos em Granada e Málaga, com voos diários vindos de várias capitais europeias. A maioria das cidades tem estações de trem, bem como rodoviárias com ônibus que ligam toda a região e as estradas são ótimas para quem gosta de viajar de carro, pois além da paisagem ser linda, as distâncias não são muito grandes.
Quanto tempo ficar? Uma semana seria o ideal para conhecer várias cidades da região, combinada com mais alguns dias em outras cidades espanholas, como Sevilla e Granada, que também ficam na região da Andaluzia, Madri ou Barcelona.

Novos barzinhos no Rio

Sempre cheio de novidades, o Rio de Janeiro acaba de ganhar dois novos bares, que vêm se somar à infinidade de opções noturnas da cidade.

O primeiro deles é o DoiZ, que acaba de inaugurar no Humaitá. Do mesmo dono do já conhecido Meza Bar, que fica inclusive na mesma quadra, tem o mesmo conceito, mas com ambiente mais escuro, luzes de neon e música eletrônica. São dois lounges, um bar e um mezanino com mesinhas e os frequentadores são algo assim como RJ-meets-Berlin, meio alternativo, mas muito bacana.

O cardápio é muito bom, com petiscos diferentes e carta de drinques bem variada. Para comer, eu recomendo os canapés de bife a cavalo e o kebab de lombo de porco, ambos deliciosos, mas várias outras opções também pareciam ótimas: fish n’chips, wonton de rabada com molho de agrião, marmita de bolinhas de quejo curado, entre outros. Entre os drinks, cosmopolitan, apple martini e caipirinhas são os destaques.

Um dos melhores petiscos que provei ultimamente

A ourta novidade é o Q Gastrobar, do mesmo grupo do restaurante Quadrucci. Fica na Dias Ferreira, aquela rua ótima do Leblon que conta com vários outros lugares legais (como Venga, CT Boucherie, Sawasdee, Yalla, Carlota, etc.), e tem decoração moderna e elegante, com várias luminárias no teto, constrastando com travas de madeira e um sofá assinado por Zanini de Zanine. Além da releitura sofisticada de petiscos de boteco, como ovo de codorna colorida servido com maionese trufada, o bar serve tartares, mini porções em panelinhas Le Creuset, coxinhas de pato e dadinhos de tapioca (seriam inspirados na criação do chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó de SP?), entre outras delícias. Os drinques também seguem a linha de coquetelaria chique, com novas versões feitas pela bartender Lara Jennings com bebidas premium e destaque para o Aperol, drinque da moda na Europa.

DoiZ
Rua Capitão Salomão, 55
Humaitá
(21) 2179-6620
 
Q gastrobar
Rua Dias Ferreira, 617
Leblon
 (21) 2113-0564/2113-0594