Day trips de Dubrovnik

A Croácia não é um país de praias de areia, mas sim de rochas. Assim, em Dubrovnik, os moradores e turistas aproveitam para tomar sol em cima de rochas ou em algumas pequenas enseadas na costa. Logo após o portão sul da muralha está uma praia que se chama Banje, onde há o clube de praia East West.

A pequena praia onde está o clube de praia East West, bem pertinho do portão Ploce da cidade murada

Na parte mais nova da cidade, na península de Lapad, há algumas praias também, bem como em alguns hotéis, mas estas são privadas para hóspedes.

Em razão desta ‘falta de praias’ e também porque as belezas da região são muitas, é  comum que os turistas que ficam hospedados em Dubrovnik façam day trips para as várias ilhas que existem perto dali. Algumas sugestões são:

a) Ilha de Lokrum: pequena ilha a 700 m da cidade, é uma reserva ecológica e é muito popular entre turistas. É o melhor lugar para pegar praia, fica a 15 minutos de barco e o ticket custa 40 kunas a ida e volta (sai a cada meia hora, mais ou menos). Dá para fazer passeio de um dia ou de meio dia e os barcos saem do portinho da cidade velha.

Na ilha, ande pelos jardins (tem um jardim botânico bem bonito) e pelas ruínas do monastério e entre no lago salgado (chamado de Mar Morto, porque você pode flutuar nele). Dá para ver um forte também, bem no meio da ilha e embora a caminhada seja meio longa, a vista vale a pena. Tem dois restaurantes pequenos na ilha, com boas opções para almoço. Mas atenção: a ilha não é habitada: ninguém pode ficar lá depois das 8 da noite.

b) Ilhas Elafite: ficam ao norte da cidade, sendo apenas três habitadas. Só se chega lá de barco, mas há diversas travessias diárias saindo de Dubrovnik. Há vários tours que visitam 3 ilhas no mesmo dia, mas não valem a pena, pois o visitante acaba ficando não mais que 40 minutos em cada uma delas, é cansativo e acaba não vendo nada. As ilhas possuem matas de pinheiros marítimos e praias muito bonitas. Dá para visitar Kolocep, Lopud, Sunj e Sipan.

A mais conhecida das ilhas é Lopud e dá para pegar o ferry para lá, sem estar em tour organizado. Quando chegar na ilha, pegue um mapa no escritório de turismo e passeie até a praia Sjun (cerca de meia hora dali). Não há carros na ilha, apenas carrinhos de golfe, que levam e trazem da praia. Tem um bom café na praia para almoçar, mas tem várias outras lanchonetes também.

c) Mjet: chamada de Melita pelos romanos, est ailha tem três quartos de seu território coberto por florestas, tendo como principal atrativo o parque natural, com lagos. No restante da ilha, há pequenos povoados e vinhedos.  É bonito, mas é um passeio bem de natureza.

d) Korcula: é uma ilha bem grande, cuja principal cidade também se chama Korcula, onde dizem ter nascido Marco Polo. A cidade fica em uma península cercada por muros do século 13, reforçada pelos venezianos, que também foram responsáveis pelas mais belas construções dali. A maior atração é a Catedral de São Marcos e os monumentos ao redor dela, na praça principal. Dá para visitar a casa onde Marco Polo supostamente nasceu (vale subir na torre, que tem vista linda) e caminhar pelas pequenas ruelas exclusivas para pedestres. Em estilo medieval, a cidade é muito bonitinha, cheia de restaurantes e bares.

Não há muito mais a se ver em Korcula, exceto vilas de pescadores e vinícolas, além da região de Vela Luka (onde estão algumas indústrias e o porto), no extremo oposto da ilha (a 45 km de Korcula) e Lumbarda, onde há vinhedos e praias desertas, mas a ilha tem um astral muito agradável. No restante, há poucos vilarejos e paisagens muito bonitas. Muita gente vai para esta ilha para dormir, pois dizem ser linda a paisagem à noite, além de a ilha ter uma tranquilidade incomparável.

Na região da Lumbarda se fabrica o famoso vinho GRK, branco encorpado e de alto grau alcoólico e a especialidade culinária da ilha são os frutos do mar, existindo vários restaurantes que os servem frescos. Eu acabei comendo uma pizza por lá (a influência italiana é muito forte e há ótimas pizzas por todo lado), porque depois de vê-la na mesa vizinha, minha paixão por queijo e tomates se aflorou na hora e não me arrependi: era uma das melhores ever.

Para chear em Korcula, você tem que percorrer de carro a península de Pelijesac, região onde há vinícolas e pequenas cidades muito bonitinhas de se visitar. Ao chegar na cidade de Orebic, bem no final da península, você tem que pegar um barquinho no porto, que sai a cada meia hora, mais ou menos, levando uns vinte minutos para chegar lá. Cabem cerca de 20 pessoas em cada embarcação e o ticket é bem bartinho, podendo ser comprado na hora. O mais legal é ficar na parte de fora do barco, tomando sol e apreciando a vista linda das montanhas da região de Pelijesac.

A cidade murada de Korcula. E não, a cor da foto não foi retocada. A Croácia foi agraciada pela natureza com um mar verdadeiramente transparente.

A beautiful day

Vista do restaurante onde comemos a melhor pizza ever. Acompanhada de uma cerveja realmente gelada, artigo raríssimo em qualquer país da Europa.

e)  Outras atrações da região que não são de praia:

Cavtat: são as ruínas da Epidaurum romana, destruída pelos avaros o século 7. Tem muitos monumentos escavados e a paisagem é muito bonita. Dá para ir de barco, é um passeio bem comum entre turistas e é bem pertinho.

Konavle: A região de Konavle fica ao sudeste de Cavtat e é formada por pequenas aldeias onde as pessoas ainda usam as roupas tradicionais e mantêm os costumes antigos.  A região é cercada de oliveiras e vinhedos e tem este nome porque deriva dos canais que abasteciam o aqueduto de Epidaurum. A cozinha da região é muito conhecida, existindo um restaurante famoso chamado Konavoski Dvori, que fica num moinho de água perto das cachoeiras do rio Ljuta.

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Champagne – II

Quando fiz o post sobre champagne, não incluí nenhum hotel na lista, porque priorizei as dicas para day trips e porque não tinha nenhuma super dica por lá ainda. Hoje acabei de ler no Blog da Maria Sophia uma dica da Sílvia (que sempre dá ideias de moda e faz looks do dia maravilhosos)

“Reims:Les Crayéres

O hotel, Les Crayeres, fica na região da Champagne, na cidade de Reims, a pouco mais de uma hora de Paris.Um pulo né?
Essa  região é fantástica, e como o nome já sugere, lá você vai visitar as principais maisons de champagne , e claro beber muiiito essa bebida, que é uma das mais tradicionais no mundo!São mais de 200 Km de galerias subterrâneas  com mais de 250 milhões de garrafas de champagne armazenadas.Dá pra todo mundo!!!
Lá estão as sedes da Pommery, Veuve Clicquot , Taittinger e muitas outras, e uma visita a uma dessas cavas( ou quem sabe duas ) é um super programa na viagem.Mas isso fica para outro post!
Preciso me concentrar e falar do hotel!Sim ele é incrível e um dos pontos altos dessa viagem!
É um antigo palacete, faz parte da rede  Relais e Châteaux, tem um serviço impecável, café da manhã divino e um dos restaurantes do hotel é 3 estrelas no Michelin!
Cada quarto tem um nome e decoração diferente!Todos lindos e especiais.
Se estiverem em Paris com alguns dias sobrando, não deixem de conhecer essa região!
O site do hotel é esse aqui
Olhem as fotos da fachada e dos jardins do hotel que ela postou:

Não é maravilhoso?

* Para ver o post completo, clique aqui.

“Enquanto houver champagne, haverá esperança”

Um famoso jornalista brasileiro sempre falava que, enquanto houvesse champagne, sempre haveria esperança. E a gente é obrigado a concordar, não é mesmo? O que seria dos encontros das meninas sem um rosé? O que seria das inesquecíveis fotos que tiramos nos casamentos dos amigos sem antes tomarmos algumas tacinhas?

Acho que todo mundo gosta de uma boa champagne e conhecer o lugar onde elas são feitas é sempre um programa delicioso para quem vai à França.

A região de Champagne fica no nordeste do país e apenas os espumantes produzidos ali podem receber o título de verdadeira champagne. Dezenas de maisons produzem o vinho, principalmente nas cidades de Reims, Epernay e Troyes, que ficam a aproximadamente uma hora de trem de Paris. Claro que o ideal é ficar mais de um dia na região, que é linda, dormindo em um dos pequenos hoteis de charme que se espalham por ali, mas nem sempre dá tempo de encaixar no roteiro tantos dias fora, então uma ótima ideia é fazer uma day trip por ali, que dá tempo de conhecer o que há de mais importante.

Várias agências de todos os tipos fazem passeios de um dia a Reims e/ou Epernay, de ônibus, van ou carro privativo e para quem prefere ter segurança e horários fixos, sempre é uma boa opção. Para mim, que adoro ter tempo livre, o melhor mesmo é organizar tudo sozinha.

O primeiro passo é checar quais maisons que você quer visitar. Tem as mais famosas, como Veuve Clicquot, Moët e Chandon, Perrier Jouet, Ruinart, Mumm, Krug e tantas outras menores, todas abertas à visitação. Entre no site de cada uma delas e veja os dias e horários em que as caves abrem, porque isso varia muito. A visita com uma degustação ao fim dura em geral uma hora e custa cerca de 15 euros. Há visitas mais elaboadas e com a possibilidade de degustação de vinhos mais sofisticados e aí, o céu é o limite.

A maior parte das maisons exige reserva antecipada, então agende suas visitas com antecedência, ficando atento para o fato de que não dá para ver mais do que duas ou três em um dia só. É repetitivo e gera uma correria que não combina com a viagem a um lugar tão ligado à celebração e ao dolce far niente.

Dá para alugar um carro, mas para quem pretende degustar, o melhor mesmo é ir de trem. O primeiro trem da manhã sai de Paris às 8:57 (cheque o site da SNCF para montar seu roteiro), para em Reims e segue para Epernay, chegando neste destino às 10:30. Uma sugestão de um bom roteiro seria descer lá e visitar a Moët, que fica a cinco minutos a pé da gare (outras boas opções são a Mercier, mais child friendly segundo resenhas no TA, se for o caso, e a Perrier Joet), almoçar na La Cave a Champagne (um conhecido restaurante de lá que tem almoços de dois serviços por 18 euros) e pegar o trem das 12:39 ou das 13:28 para Reims, que leva pouco mais de meia hora para chegar lá. Se resolver almoçar em Reims, o Le Vigneron é bem famoso na cidade. 

Nesta cidade, visite a Catedral de Reims, uma das mais importantes catedrais góticas da França (e dizem, a mais bela de todas), onde os reis da França eram coroados. Só por isso já dá para imaginar sua relevância na história do país. Os vitrais e as mais de 2 mil imagens que adornam a igreja a tornaram patrimônio protegido pela Unesco. A visita é gratuita, mas há um tour que leva a um observatório de 81 metros de altura que é pago e acontece apenas alguns dias na semana. Se tiver tempo, visite o Palais du Tau, a Basilique de Sait Remi ou o Musée des Beaux Arts, então siga para a Veuve Clicquot (a 2 km do centro) ou para a Mumm, bem pertinho da praça central. Depois deste dia maravilhoso, basta pegar o trem das 18:19, que chega em Paris pontualmente às 19 hs.

Ah, uma dica: as lojinhas ao final das visitas oferecem todo o tipo de champagnes possíveis e imagináveis de cada maison, mas são geralmente mais caras do que nos duty frees…

– empresa de trens da França: http://www.sncf.com
– dados de todas as maisons, com links para cada uma delas: http://www.maisons-champagnes.com
– centro de turismo de Epernay: http://www.of-epernay.fr
– centro de turismo de Reims: http://www.reims-tourisme.com
– Catedral de Reims: http://www.cathedrale-reims.com