Astrid y Gastón

O couvert maravilhoso: cinco tipos de pães feitos no local e canapés de ingredientes peruanos

Há alguns meses, estive por alguns dias em Lima, no Peru, e o que mais queria fazer lá não era só turismo. Estava louca para jantar no Astrid y Gaston, restaurante do famoso chef peruano Gastón Acurio, de quem já tinha ouvido falar muito bem.

Nascido em Lima, Acurio foi estudar culinária na Europa e lá se apaixonou pela alemã Astrid, com quem voltou para a terra natal com a intenção de abrir um restaurante francês. Ao chegar lá, Acurio percebeu que a culinária peruana era tão rica em ingredientes e receitas, que mudou de ideia. Abriu uma casa em que reinterpretava as receitas tradicionais do país andino com as mais sofisticadas técnicas de culinária europeias, dando  o que falar em todo o mundo. Após a abertura do Astrid y Gaston, ele inaugurou a badaladíssima cevicheria La Mar, que hoje tem filiais em vários países do mundo (assim como o restaurante-mãe, que também já está na Colômbia, Chile e Espanha) e outros restaurantes no país, inaugurando este ano sua participação na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo da prestigiada S. Pellegrino  (na qual Alex Atala está em 7º, com o D.O.M),  com o A&G de Lima já no 42º lugar!

Tive o privilégio de provar o maravilhoso menu degustação de cinco pratos no restaurante limenho e digo que foi uma experiência inesquecível. Ceviches, causas, anticuchos, todos os pratos mais tradicionais foram servidos, com apresentações lindas, sabores inigualáveis e serviço primoroso. Como entrada, pedimos ainda um cuy, uma espécie de porquinho da índia típica do Peru e que só se deve provar em restaurantes ‘confiáveis’, pela procedência da carne e dificuldade no preparo. Devo dizer que é muito saborosa, melhor ainda do que pensava.

O cuy, prato típico do Peru e feito com maestria pelo A&G

 Além da comida deliciosa e staff muito atencioso, a visita ao Astrid y Gaston me impressionou pelas ‘delicadezas’. O couvert são cinco pães quentinhos, fabricados na casa e apresentados como uma obra de arte, cada um de um sabor diferente  (de erva doce a rocoto, um tipo de pimentão).  O garçom que nos atendeu fala diversas línguas, para fazer com que cada comensal fique mais à vontade e explica cada prato com inegável paixão pelo que faz. Ao pedir o café, vem à mesa uma ‘torre’ cheia de gavetinhas, cada qual escondendo uma delícia feita por eles: macarrons recheados com fruta locais, trufas que derretem na boca.

A torre com várias gavetinhas cheias de doces deliciosos

Foi realmente uma experiência inesquecível e ao saber que o chef havia conquistado o tão falado 42º lugar na lista da San Pellegrino, fiquei feliz de saber que os esforços de todo o pessoal vêm sendo reconhecidos mundialmente.  E como meus pais estão indo à Bogotá esta semana, já fiz uma reserva para a filial colombiana, para que eles não deixem também de provar as delícias que eu pegaria um avião para saborear de novo…

* fotos feitas por mim mesma

* as resrevas podem ser feitas pelo site do restaurante

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