Day trips de Dubrovnik – II

Ainda existem dois outros passeios de um dia que podem ser feitos saindo de Dubrovnik que acho muito interessantes:

a) Montenegro: um dos mais novos países do mundo, Montenegro declarou independência da Sérvia em 2006, então tem apenas cinco anos de idade. Muito mais pobre que a Croácia, o país ainda está se reorganizando e se abrindo aos poucos ao turismo., então ainda tem uma estrutura bem mais simples. Entretanto, tem um território igualmente bonito, com quase 300 km de praias do azul Mar Adriático e com uma das mais diferentes belezas naturais da Europa, que é a Baía de Kotor. Cercada pelo fiorde mais ao sul da Europa, tem uma paisagem de tirar o fôlego e vale a pena circundá-la de carro para ter uma ideia da grandeza e da magnitude deste espetáculo da natureza.

Os fiordes na lindíssima Baía de Kotor

Bem no centro da baía, que é um World Heritage Site pela Unesco, duas ilhotas chamam a atenção, uma com uma igreja em cima: Sveti Juraj (São Jorge) e a de Gospa od Škrpjela (Nossa Senhora da Rocha). A primeira é natural e a segunda foi construída em perfeita simetria com a outra pelo homem (sobre navios afundados e pedras trazidas pelos marinheiros, reza a lenda), para que parecessem os olhos da Virgem Maria.

As duas ilhotas no meio da baía

A cidade de Kotor, que fica alguns quilômetros para frente, é uma das cidades medievais mais bem preservadas do mundo e para entrar no seu centro, há duas portas, uma delas uma espécie de ponte levadiça, que fica sob um fosso de águas verdes muito bonito. A cidade amuralhada é inteira cercada e um dos seus lados é uma montanha, o que faz dela ainda mais bonita. Dentro dela, restaurantes e lojinhas dividem espaço com hordas de turistas que chegam diariamente em navios de cruzeiro.

A vista de cima da muralha que cerca Kotor. Ao fundo, a cadeia montanhosa que delimita um dos lados da cidade

Outra cidade muito visitada é a litorânea Budva, uma cidade maior que fica lotada de russos e europeus do leste do verão, contando com muitos bares, praias de pedregulhos e uma agradável avenida para passeio na beira-mar, além de um porto onde estavam parados alguns dos maiores iates que eu já vi na vida.

Uma das pequenas praias de budva fica bem em frente à cidade murada e é dividida entre dois clubes de praia, com espreguiçadeiras, bar e muita música eletrônica russa (além de Maria Gadú, que andava tocando horrores por lá...)

Final de tarde em Budva

Saindo da cidade para o sul, está uma ilhota ligada ao continente por um istmo, chamada de Sveti Stefan. Era uma pequena comunidade de pescadores centenária, que foi transformada em um sofisticado hotel no século 20, quando tinha frequentadores como estrelas de Hollywood e a realeza europeia. Na década de 90, seu apelo desapareceu, mas recentemente foi comprado pela sofisticada rede Aman Resorts, que criou ali um dos seus famosos hotéis seis estrelas, com diárias que começam em 800 dólares.

Outros pontos turísticos são as cidades de Herceg Novi, Stari Bar e Perast, além das florestas, lagos e cânions do interior do país, com destaque para o Durmitor National Park, um lugar maravilhoso para ski no inverno e hiking no verão, com vistas para o cânion profundo de Tara. A capital, Podgorica, não tem grandes atrativos turísticos.

O comércio de rua em Herceg Novi

Uma ruazinha típica do país

Como chegar lá: alugue um carro em Dubrovnik, com GPS e dirija cerca de 40 minutos até a fronteira. Bem na fronteira, compre um mapa de Montenegro por 3 euros e você conseguirá se virar super bem (atenção: o GPS funciona super bem até ali, dali em diante, é bem falho, então o mapa é essencial). Se não quiser dirigir, a primeira opção é pegar um tour em uma das agências locais, como a Atlas e a Montenegro (custa cerca de 60 euros por pessoa) e a segunda, infinitamente melhor e super recomendada por mim é marcar com a empresa Cheap Dubrovnik Tours, que por 150 euros, te leva aonde você quiser no país vizinho, com um motorista que fica te esperando (esta dica vale para todos os passeios. Eles são super profissionais e o preço é metade do que cobram os motoristas dos hotéis para fazer a mesma coisa).

– O país aceita euros, o que facilita muito a vida do viajante.

– Se você encontrar um mercado de rua, não deixe de comprar as cerejas secas típicas do país. São de comer rezando. E não, a cerveja (chamada por eles de pivo) não é encontrada gelada em lugar algum…

b) Mostar: a cidade, que fica na Bósnia-Herzegovina, virou um dos símbolos da guerra da década de 90, em virtude de uma imagem que ganhou o mundo: a belíssima ponte sobre o rio Neretva, que liga os dois lados da cidade foi bombardeada bem no meio, demonstrando em uma só imagem o que o conflito fez ao pequeno país. Mostar tem grande influência otomana, tanto na religião quanto na cultura, gastronomia e arquitetura.

Seu centro histórico possui bazares, mesquitas e vários restaurantes à beira do rio Neretva, de águas muito verdes. Os principais pontos turísticos são o Old Bazaar, a Turkish House e as várias mesquitas, além da famosa ponte Stari Most (Ponte Velha), que é o ‘centro’ da cidade. O nome da cidade, inclusive, significa Guardiã da Ponte.

Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, a Stari Most esteve em pé por mais de 420 anos, tendo sido destruída na guerra de 1993. Enquanto esteve derrubada, havia uma ponte de cabos de aço fazendo a ligação, mas com o fim da guerra, ela foi restaurada, terminando-se em 2004. A ponte é só para pedestres e une os dois lados da cidade velha, separada pelo rio Neretva, um rio profundo com águas em um verde esmeralda incrível e águias muito geladas. É tradição na cidade meninos ficarem esperando turistas darem dinheiro em cima da ponte e pularem lá de cima no rio, de uma altura de mais de 30 m. Dizem ainda que todo homem que mora na cidade tem que pular de lá ao menos uma vez na vida, para provar sua masculinidade.

A melhor vista da cidade é da Mesquita Koski Mehmed Pasa, ao norte, também local de onde se tiram as melhores fotos da ponte. Pague 2 Bosnian Mark para subir pelas escadinhas íngremes do minarete para poder fazer isso. Mostar fica em um país extremamente sofrido, que passou por mais mortes, estupros e torturas do que podemos imaginar, então encontrar cemitérios pelas estradas com centenas de lápides de 1992 e 1993 é extremamente comum, assim como ver casas destelhadas e abandonadas, prédios destruídos e marcas de balas nas paredes.

Entretanto, o país vem se reconstruindo aos poucos e Mostar é um dos exemplos deste esforço, pois tudo o que está lá foi refeito nos últimos quinze anos. Se você pegar um tour privado, vale a pena passar ainda em Medjugorje, lugar de peregrinação religiosa que atrai milhares de visitantes anualmente.

Como chegar lá: alugue um carro em Dubrovnik com GPS e dirija até lá. Em todos os fóruns do TripAdvisor e Lonely Planet, dizem que as estradas são boas e seguras, já tendo sido integralmente reconstruídas. Os que visitaram são unânimes em dizer também que não há perigos no caminho e, muito menos, na cidade. Se não quiser dirigir, indico novamente a empresa Cheap Dubrovnik Tours, que te leva até lá pelos mesmos 150 euros.  A moeda do país é o Bosnian Mark.

Day trips de Dubrovnik

A Croácia não é um país de praias de areia, mas sim de rochas. Assim, em Dubrovnik, os moradores e turistas aproveitam para tomar sol em cima de rochas ou em algumas pequenas enseadas na costa. Logo após o portão sul da muralha está uma praia que se chama Banje, onde há o clube de praia East West.

A pequena praia onde está o clube de praia East West, bem pertinho do portão Ploce da cidade murada

Na parte mais nova da cidade, na península de Lapad, há algumas praias também, bem como em alguns hotéis, mas estas são privadas para hóspedes.

Em razão desta ‘falta de praias’ e também porque as belezas da região são muitas, é  comum que os turistas que ficam hospedados em Dubrovnik façam day trips para as várias ilhas que existem perto dali. Algumas sugestões são:

a) Ilha de Lokrum: pequena ilha a 700 m da cidade, é uma reserva ecológica e é muito popular entre turistas. É o melhor lugar para pegar praia, fica a 15 minutos de barco e o ticket custa 40 kunas a ida e volta (sai a cada meia hora, mais ou menos). Dá para fazer passeio de um dia ou de meio dia e os barcos saem do portinho da cidade velha.

Na ilha, ande pelos jardins (tem um jardim botânico bem bonito) e pelas ruínas do monastério e entre no lago salgado (chamado de Mar Morto, porque você pode flutuar nele). Dá para ver um forte também, bem no meio da ilha e embora a caminhada seja meio longa, a vista vale a pena. Tem dois restaurantes pequenos na ilha, com boas opções para almoço. Mas atenção: a ilha não é habitada: ninguém pode ficar lá depois das 8 da noite.

b) Ilhas Elafite: ficam ao norte da cidade, sendo apenas três habitadas. Só se chega lá de barco, mas há diversas travessias diárias saindo de Dubrovnik. Há vários tours que visitam 3 ilhas no mesmo dia, mas não valem a pena, pois o visitante acaba ficando não mais que 40 minutos em cada uma delas, é cansativo e acaba não vendo nada. As ilhas possuem matas de pinheiros marítimos e praias muito bonitas. Dá para visitar Kolocep, Lopud, Sunj e Sipan.

A mais conhecida das ilhas é Lopud e dá para pegar o ferry para lá, sem estar em tour organizado. Quando chegar na ilha, pegue um mapa no escritório de turismo e passeie até a praia Sjun (cerca de meia hora dali). Não há carros na ilha, apenas carrinhos de golfe, que levam e trazem da praia. Tem um bom café na praia para almoçar, mas tem várias outras lanchonetes também.

c) Mjet: chamada de Melita pelos romanos, est ailha tem três quartos de seu território coberto por florestas, tendo como principal atrativo o parque natural, com lagos. No restante da ilha, há pequenos povoados e vinhedos.  É bonito, mas é um passeio bem de natureza.

d) Korcula: é uma ilha bem grande, cuja principal cidade também se chama Korcula, onde dizem ter nascido Marco Polo. A cidade fica em uma península cercada por muros do século 13, reforçada pelos venezianos, que também foram responsáveis pelas mais belas construções dali. A maior atração é a Catedral de São Marcos e os monumentos ao redor dela, na praça principal. Dá para visitar a casa onde Marco Polo supostamente nasceu (vale subir na torre, que tem vista linda) e caminhar pelas pequenas ruelas exclusivas para pedestres. Em estilo medieval, a cidade é muito bonitinha, cheia de restaurantes e bares.

Não há muito mais a se ver em Korcula, exceto vilas de pescadores e vinícolas, além da região de Vela Luka (onde estão algumas indústrias e o porto), no extremo oposto da ilha (a 45 km de Korcula) e Lumbarda, onde há vinhedos e praias desertas, mas a ilha tem um astral muito agradável. No restante, há poucos vilarejos e paisagens muito bonitas. Muita gente vai para esta ilha para dormir, pois dizem ser linda a paisagem à noite, além de a ilha ter uma tranquilidade incomparável.

Na região da Lumbarda se fabrica o famoso vinho GRK, branco encorpado e de alto grau alcoólico e a especialidade culinária da ilha são os frutos do mar, existindo vários restaurantes que os servem frescos. Eu acabei comendo uma pizza por lá (a influência italiana é muito forte e há ótimas pizzas por todo lado), porque depois de vê-la na mesa vizinha, minha paixão por queijo e tomates se aflorou na hora e não me arrependi: era uma das melhores ever.

Para chear em Korcula, você tem que percorrer de carro a península de Pelijesac, região onde há vinícolas e pequenas cidades muito bonitinhas de se visitar. Ao chegar na cidade de Orebic, bem no final da península, você tem que pegar um barquinho no porto, que sai a cada meia hora, mais ou menos, levando uns vinte minutos para chegar lá. Cabem cerca de 20 pessoas em cada embarcação e o ticket é bem bartinho, podendo ser comprado na hora. O mais legal é ficar na parte de fora do barco, tomando sol e apreciando a vista linda das montanhas da região de Pelijesac.

A cidade murada de Korcula. E não, a cor da foto não foi retocada. A Croácia foi agraciada pela natureza com um mar verdadeiramente transparente.

A beautiful day

Vista do restaurante onde comemos a melhor pizza ever. Acompanhada de uma cerveja realmente gelada, artigo raríssimo em qualquer país da Europa.

e)  Outras atrações da região que não são de praia:

Cavtat: são as ruínas da Epidaurum romana, destruída pelos avaros o século 7. Tem muitos monumentos escavados e a paisagem é muito bonita. Dá para ir de barco, é um passeio bem comum entre turistas e é bem pertinho.

Konavle: A região de Konavle fica ao sudeste de Cavtat e é formada por pequenas aldeias onde as pessoas ainda usam as roupas tradicionais e mantêm os costumes antigos.  A região é cercada de oliveiras e vinhedos e tem este nome porque deriva dos canais que abasteciam o aqueduto de Epidaurum. A cozinha da região é muito conhecida, existindo um restaurante famoso chamado Konavoski Dvori, que fica num moinho de água perto das cachoeiras do rio Ljuta.

Dubrovnik, a pérola do Adriático

A região da Dalmácia conta com uma área de 375 km no litoral da Croácia, indo desde o golfo de Kvaerner até a baía de Kotor e fazendo fronteira com Montenegro e com a Bósnia Herzegovina. As cidades mais famosas da região são Zadar, Trogir, Split, Hvar, Korcula e Dubrovnik.

Dubrovnik é a cidade mais famosa, visitada diariamente por muitos navios de cruzeiro, que param em dois lugares: no porto ou na baía em frente à parte murada da cidade, transportando os passageiros através de pequenos barquinhos. Conhecida como pérola do Adriático por sua beleza, a cidade foi fundada por refugiados romanos por volta do ano 600, tendo sido uma das mais importantes cidades-estado na época em que ainda se chamava Ragusa e fazia parte do Império Bizantino. Após alguns anos de domínio veneziano (que deixaram influência na arquitetura e culinária da região), a cidade se tornou independente em 1358, tornando-se República de Ragusa. Até 1808, quando foi abolida por um decreto napoleônico, a cidade foi livre, tendo sido pioneira em muitas coisas, como a fundação de uma farmácia, em 1317 (a primeira da Europa), de um asilo de idosos e de um serviço médico. Após alguns anos de domínio do império austríaco e com o fim da primeira guerra, a cidade foi integrada ao Reino dos Sérvio, Croatas e Eslovenos e em 1944, com a conquista de Tito, passou a fazer parte da República Socialista da Croácia, um dos estados da Yugoslávia comunista. Á época, muitos cidadãos deixaram a cidade, sendo seus bens confiscados pelo governo.

A cidade murada vista de longe

Em 1991, a Croácia e a Eslovênia declararam sua independência e a cidade sofreu muitos bombardeios durante a guerra, assim como várias cidades vizinhas, em uma guerra sangrenta que causou muitos prejuízos também ao patrimônio cultural da cidade, pois um em cada três edifícios da cidade sofreu estragos. Assim, faz menos de duas décadas que Dubrovnik vem recebendo turismo em massa novamente e encanta todo mundo que passa por lá.

A principal beleza da cidade é seu centro histórico, chamado de Stari Grad, que é um conjunto de ruelas apenas de pedestres inteiramente murada, que só tem três saídas: o mar, o Portão Pile e o Portão Ploce. Dentro desta muralha, na qual todas as construções são feitas com a mesma pedra clara, há bares, restaurantes, lojas de souvenirs, hotéis e algumas casas de croatas, permitindo que o visitante veja até mesmo varais com roupas penduradas quando dá a volta na muralha. Aliás, este é um programa bem tradicional: há duas entradas para se dar a volta na muralha (o bilhete custa 70 kunas ou cerca de 10 euros) e as vistas lá de cima são realmente lindas, é possível ter uma outra noção da cidade do alto. A minha recomendação é que esse passeio seja feito o mais cedo possível pela manhã ou no final da tarde, pois o calor é sufocante. A caminhada dura cerca de 1 hora e meia e as muralhas ficam abertas das 9 às 19 hs no verão.

O caminho por cima da muralha

Uma das vistas que se tem do alto da muralha

A influência veneziana das construções fica clara ao ver os telhados da cidade antiga de cima

Dentro da muralha ainda há outros pontos turísticos: Fonte de Onófrio, Mosteiro Franciscano, Palácio de Sponza, Mosteiro Dominicano, Sinagoga, Museu War Photo Limited, etc., todas atrações perto da rua principal, chamada de Stradun ou Plaka, que fica cheia de turistas durante todo o dia e a noite.

Stradun, a rua principal

Durante o verão, acontece ainda o Festival de Dubrovnik, com apresentações de música, teatro e ópera, sempre apresentados dentro da muralha, em palcos especialmente montados na data. São verdadeiramente lindos, se estiver lá nesta época, não deixe de conferir.

Otelo  sendo encenado na praça principal dentro da cidade antiga

Perto dali, está também o Teleférico de Dubrovnik, que ficou fechado por mais de 20 anos e agora reabriu aos turistas. Ele chega a 450 metros acima do nível do mar e 778 metros de altura, permitindo vistas incríveis. Se puder, vá no final da tarde e veja o pôr do sol de lá, é incrível. No verão fica aberto das 9 da manhã à meia-noite e custa 80 kunas por pessoa (cerca de 11 euros)

Do alto dá para ter uma ideia bem legal do que é a cidade murada, não dá?

E o sunset, que tal?

Hrvatska

A Croácia é um dos países que surgiram após a independência da Iugoslávia, sendo considerado um país separado desde 1992. Atualmente, conta com pouco menos de 5 milhões de habitantes, concentrados principalmente na capital, Zagreb, e nas áreas costeiras.

Dona de um litoral muito recortado, de mais de 5 mil km, um mar muito azul e mais de mil ilhas, a Croácia voltou a ser visitada em massa após sua independência e tem atrações que vão de ruínas romanas a praias quase desertas e de parques nacionais a cidades cosmopolitas, recebendo milhões de turistas anualmente por conta de tanta beleza e diversidade. 

A imensa maioria dos habitantes é católica e a língua falada lá é o croata, mas nas áreas turísticas, praticamente todo mundo fala inglês, que eles aprendem desde pequenos como matéria obrigatória na escola (igualzinho no Brasil…). O país ainda não faz parte da União Europeia, o que irá acontecer em 2013 e a moeda de lá é a Kuna (1 kuna = aproximadamente 7 euros). Sua economia é baseada principalmente no turismo, mas há também importantes indústrias químicas e navais.

As três áreas mais visitadas do país são a capital, Zagreb; o sul do país, chamado de Dalmácia e a península em forma de coração no norte, chamada de Ístria.

Este ano, em minha primeira visita ao país, resolvi conhecer a região da Dalmácia e me surpreendi com o que encontrei por lá. Uma população extremente educada e acolhedora, uma estrutura de serviços muito melhor do que a que encontramos em vários países europeus e uma culinária deliciosa, com base em peixes e frutos do mar, claro,sempre acomapanhada de vinhos produzidos no próprio país.

Começamos em Dubrovnik e terminamos em Split, com passadas por algumas ilhas como Korcula e Hvar, que são lindas. Vou escrever um pouquinho sobre cada uma delas em posts separados!

Have you ever been to a place like this?

Este post eu tive que copiar do Blog da Lelê Saddi, porque achei que deve ser realmente uma experiência única.

“Imagina almoçar num restaurante em cima do mar no meio do nada? É essa a experiência que o Rock Restaurant, na praia Michanwi Pingwe em Zanzibar (ilha na África), proporciona. No menu, muitos frutos do mar. Ficou com vontade? Reserva, pois só tem 14 lugares.”

Onde ficar em Paris?

Indicar um hotel para alguém sempre é algo arriscado, porque cada um tem um gosto e aquele hotel super badalado que você descobriu no Meatpacking em Nova York pode acabar sendo uma péssima dica para seu amigo que adora hotéis de rede ou para sua irmã, que é fã de decoração mais tradicional.

Eu acabo sempre escolhendo o hotel baseada na localização e na decoração (e no preço, bien sûr…) e muitas vezes acabo não indicando para ninguém, porque acho que o perfil da pessoa não combina com lugares um tanto exóticos que eu acabo gostando.

Escolher um hotel em Paris é uma das tarefas mais ingratas de um turista, pois tudo é muito, muito caro, desde as pensões pulguentas aos hotéis palácio e grande parte do que existe entre estes dois extremos vai te decepcionar em algum ponto.  Já fiquei em albergue que ficava depois da última estação do metrô, já fiquei em hotel super sofisticado  perto do Arco do Triunfo que tinha furos no lençol e tapete manchado e já ouvi inúmeras histórias de pessoas que tiveram experiências bizarras na cidade-luz, o que me dá um certo medo de escolher um hotel.

Procurando um hotel design e de melhor preço (sim, eu sei que essas duas palavras raramente andam juntas…), acabei encontranto o Hotel Le Bellechasse, que já havia lido em várias revistas e sempre havia tido a impressão de que não cabia no meu bolso.

A meia quadra do Musée D’Orsay, a três do L’ Atelier de Joel Robuchon (duas estrelas no Michelin, must-go para que gosta de gastronomia) e a mesma distância da Avenue de Saint Germain, com o bônus de três estações de metrô num raio de 200 metros, o hotel está numa localização perfeita para quem adora caminhar pela cidade, já que dá para ir a pé para diversos pontos turísticos.

Com apenas 34 quartos, o Le Bellechasse foi decorado pelo estilista Christian Lacroix, em um estilo moderno e bem extravagante, com cores fortes, papéis de parede muito coloridos e mobília super novinha (item muito raro por lá), com cama ótima, lençóis de primeira e ar-condicionado silencioso (item ainda mais raro). O espaço é pequeno, mas ainda assim, bem agradável e o wi-fi é gratuito.

Membro da sofisticada Small Luxury Hotels of the World, tem diária que costuma não ultrapassar os 250 euros na alta temporada (para a cidade-luz, isso não é um valor alto para conforto, believe me…) e na baixa pode chegar a 170 euros se reservado com antecedência (eu consegui os melhores preços no www.booking.com). Os valores são sem café da manhã, mas nas redondezas há inúmeras patisseries e boulangeries que vendem aqueles croissants e baguetes  típicos parisienses de comer de joelhos.

O staff é formado por jovens de vários países europeus, que falam diversas línguas e que são muito simpáticos em auxiliar em qualquer demanda que o hóspede possa ter, algo que também não é muito comum em hotéis que não sejam cinco estrelas, ainda mais em Paris.

Ah, mas tem uma coisa: em alguns quartos, não há chuveiro na parede, apenas um chuveiro dentro da banheira (daqueles que você solta e tem que segurar na mão para molhar a cabeça) e embora seja um ótimo chuveiro, seria um grande problema para mim se fosse inverno. Então ao reservar seu quarto, se atente para este fato, para não se decepcionar ao chegar lá.

* Recomendo o Le Bellechasse para quem gosta de boa localização, de hotéis pequenos, decoração design e criativa e para casais jovens. Não recomendo para casais mais velhos, para quem prefere hotéis de rede, com decoração mais clássica, atendimento mais formal e concierge sempre à disposição.

Este é o quarto que eu fiquei (e que não tem chuveiro na parede!)

Hotel Bellechasse Saint Germain Paris

8 Rue de Bellechasse
75007 Paris. France

Comendo barato em Toronto

Quando pesquisei lugares para comer bem e barato em Toronto, duas indicações eram quase unanmidade em blogs e foruns: o Pho Hung e o mercado de St.Lawrence. Diante de tantas recomendações, eu tive que provar os dois.

O Pho Hung é um restaurante vietnamita que tem duas sedes na cidade, uma em frente ao museu ROM e outra na Spadina Avenue. Ambos são lugares simples, mas que vivem lotados de locais em busca de comida vietnamita autêntica a preços ótimos. São zilhões de opções no cardápio e os garçons não são mito simpáticos para te ajudar a escolher, então resolvi comer a tradicional pho noodle soup, em um dia especialmente frio e chuvoso, que estava deliciosa e esquentou até a alma, além de um ótimo camarão com capim-limão, que foi um dos melhores custo-benefícios de toda a viagem.

As porções são grandes e condimentadas na medida (para quem gosta de comidas temperadas). A conta para dois saiu em torno de 20 dólares canadenses.

Já o St. Lawrence Market é um mercado bem tradicional na região de Old Town e reúne bares, restaurantes, açougues, bancas de frutas e lojas de artigos culinários em um ambiente bonito e cheio de turistas e locais, que passam lá para comprar os produtos mais frescos e de melhor qualidade.

 

Entre as coisas que são vendidas no mercado, carne de camelo e canguruMuitos restaurantes de frutos do mar estão entre as atrações

 

Além de comprar muitos queijos, patês e pães para comer no hotel (o que nós fizemos), o visitante pode almoçar por lá (o que nós também fizemos…), tendo uma grande variedade de restaurantes de frutos do mar, sanduíches e carnes para escolher. A refeição mais famosa é o sanduíche peameal bacon da Carousel Bakery, que atrai filas enormes durante o dia todo e custa cerca de 6 dólares canadenses. As demais opções no mercado custam em torno de 10 dólares o prato (como o prato de lulas que comi),são feitas na hora e parecem muito saborosas.

* Em tempo: o dólar canadense vale mais ou menos a mesma coisa que o dólar americano.

* Não deixe de comer os queijos canadenses. Embora não sejam muito conhecidos fora do país, são excelentes. Minhas recomendações são o oka, o riopelle (ambos deliciosos, feitos de leite de vaca e muito cremosos, mas bem diferentes um do outro), o pied-de-vent, das ilhas madalenas, o bleu bénédictin, feito por monges beneditinos e o cheddar fresco, todos típicos do Canadá

* Vá lá:

Pho Hung: 350 Spadina Avenue, Toronto, ON M5T 2G4, Canadá. Phone: +1 416-593-4274  ou 200 Bloor Street West, Toronto, ON M5S 1T8, Canadá. Phone: +1 416-963-5080

St. Lawrence Market: 92 Front Street East. Toronto, ON, Canadá. M5E 1C4 (não deixe de ver os dias e horários de abertura antes de ir, pois variam bastante. Ás segundas, está sempre fechado)